quinta-feira, 21 de setembro de 2017

THE CONVERSATION



1974 - Esse é um daqueles filmes que eu recomendaria ao nosso (ex) Presidente assistir. O diretor americano Francis Ford Coppola fez filmes excelentes como Goodfather e Apocalypse Now (todos obras-primas) mas o melhor, na minha opinião, foi o obscuro "The Conversation" de 1974.


"The Conversation" tem muitas semelhanças com o "Blowup" de Antonioni. A diferença é que no filme de Antonioni o ponto central é a imagem enquanto no de Coppola é o som.

Gene Hackman, um dos maiores atores do cinema americano, é Harry Caul um especialista em "grampos", com tendências paranóicas e auto destrutívas.

Não é um thriller cheio de ação, é lento e cerebral, isso obriga você a prestar atenção, a escutar, e descobrir por si mesmo o que Harry está tentando encontrar.

No final do filme as conseqüências da obsessão de Harry se tornam evidentes através da destruição de sua própria privacidade, e até de sua fé, como na cena onde ele quebra a santa.

Um dos melhores filmes de 1974, The Conversation também ganhou a prestigiada Palme D'Or em Cannes naquele ano.






quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DIARREIA DE LAUDA

Demissões de Sante Ghedini e Ermanno Cuoghi


1977 - O importante, mesmo, aconteceu na véspera: Niki Lauda, já proclamado campeão da temporada, pegou o telefone, procurou o novo chefe da equipe, Roberto Nosetto, e informou-lhe, convicto:

"Lutei toda a noite contra minha consciência mas decidi: domingo, eu não corro".

E não correu. Por uma única razão. Cansado das pressões da Ferrari, desde que anunciou sua intenção de competir pela Brabham na próxima temporada, o austríaco ficou indignado com as chamadas últimas providências do comendador Ferrari.

A primeira: correr com três carros (para a estréia do canadense Gilles Villeneuve).

A segunda: dispensar Ermanno Cuoghi, o chefe de equipe, e Sante Ghedini, seu auxiliar.

Daí a revolta de Niki Lauda. E de nada adiantaram os apelos de toda a equipe.

No sábado, o austríaco acompanhado da mulher, pegou um avião e seguiu para Viena.

Irônico, deu uma última desculpa aos insistentes apelos:

"Estou com desarranjo intestinal e não posso correr".

Pela primeira vez no grande circo, um piloto abandonava sua equipe às vésperas de um Grande Prêmio. Assim, propositadamente.

E o resultado não poderia ser pior para a Ferrari que, como Lauda, é campeã. Reutemann, agora o nº 1, parou com problemas no carro. E Gilles, que fez sua estréia, acabou batendo na penúltima volta, quando corria em sexto lugar.

Batida. Esta foi a regra de uma corrida disputada sob um tempo ameaçador, à temperatura de seis graus, e que acabou vencida pelo sul africano Jody Scheckter. Um resultado que, pelo menos, movimentará algum interesse em torno da última prova da temporada, o GP do Japão, dia 23: Scheckter, com 55 pontos, e Andretti, com 47 pontos, brigarão pelo vice-campeonato.

As rodadas e batidas começaram a acontecer nos treinos. E Ian Ashley foi a primeira vítima. Saiu da pista de Mosport Park direto para o hospital, com as duas pernas quebradas e fraturas por todo o corpo.

Depois, na prova, logo na primeira volta, Regazzoni tentou ultrapassar Scheckter e também saiu da pista. A mais séria, porém, aconteceu entre Rupert Keegan e Hans Binder. Binder escapou ileso, mas Keegan foi parar no hospital com a perna esquerda fraturada.

Entretanto, o mais dramático iria acontecer a três voltas do final. Mario Andretti, o pole-position, liderava quando o motor do MK III fundiu. Foi o desespero. O bastante para Scheckter, uma volta atrás, avançar e ganhar.

Um azar que se repetiu para Emerson (abandonou na 28ª volta). Alex, entretanto, fez uma bela corrida. Acabou em oitavo.







domingo, 17 de setembro de 2017

PLAYLIST













ANÁLISE GP CINGAPURA



Amigos, a única coisa que a gente pode comentar do GP de Cingapura é a largada, porque a corrida acabou 50 m depois de iniciada.

Você pode assistir 100 vezes o VT da largada e mesmo assim fica difícil apontar um culpado.

Na minha visão o que gerou toda aquela confusão foi o excelente "grip" do Kimi Raikkonen na largada. Você olhando o VT parece que o Kimi acionou um "push" tamanho foi o pulo que ele deu. Se não acontecesse um toque, acredito que ele chegaria na primeira curva já na ponta do pelotão.

Você também não pode culpar o Vettel por fazer um movimento para a esquerda. Esse tipo de manobra é feita por todo piloto que larga na pole.

Também não vi culpa nenhuma do Max. No início ele tentou atacar o Vettel mas quando ele viu o Kimi do lado ele pensou em tentar se defender, mas não vez nenhum movimento muito brusco para ser considero culpado pelo acidente.





sábado, 16 de setembro de 2017

CIMENTO NAS RODAS



Pessoal, nunca vi  tanta gente arrancando cimento dos muros. Foi incrível essa classificação. Para conseguir tempo o cara tinha que ralar o muro. Foi um festival de toques, haja sangue frio!

Pole do Vettel, mas sem querer desmerecer o feito do alemão todo mundo sabia que em Cingapura ia dar Ferrari. O que mais me chamou a atenção foi o incrível desempenho dos pilotos da RedBull. Praticamente os dois fizeram o mesmo tempo e conseguiram uma boa vantagem sobre as Mercedes. Parecem fortes para a corrida, se não tiverem problemas com o motor Renault, Lewis vai ficar no lucro se terminar em quinto.

Outra boa surpresa foi os McLaren, especialmente Vandoorne que não conhecia a pista e ficou a 0.2 do tempo do veterano Alonso, primeiro piloto do time. Falando do Vandoorne, ele vem crescendo muito desde os treinos de Monza. Parece que depois do entrevero entre Alonso e Honda na Bélgica, começaram a dar um pouco mais de atenção ao belga e os resultados começaram a aparecer. É aquele negócio que falei, a prima dona da equipe ficava com tudo e o outro com migalhas.

Amanhã a largada vai ser importante. Se o pessoal não tomar cuidado teremos safety car já na primeira volta. Antevejo toques no muro e muita ponta de asa voando.

Vettel vai ter trabalho para se livrar da duas RedBull no começo, e na terceira fila formada pelas Mercedes, não sei o que poderá acontecer já que Lewis sempre larga mal e Bottas é bom de largada, mas freando nos 150 m para evitar tocar no inglês, Hulk ou Alonso podem se dar bem em cima de um indeciso Bottas.

Williams e Force India depois de um excelente resultado em Monza, vão sofrer amanhã. Como disseram Perez e Massa após os treinos, amanhã "temos de ter paciência".





sexta-feira, 15 de setembro de 2017

ENQUETE



Amigos, o título dessa temporada sera decidido pelo carro. Meu palpite é que a Mercedes tem o melhor carro. Mostrou isso na Bélgica e na Itália, acho difícil a Ferrari reagir. Quero saber a opinião dos senhores. Coloquei uma enquete na coluna ao lado, a votação encerra no dia 23/10 após o GP USA. 

Obrigado e abraços a todos !




quinta-feira, 14 de setembro de 2017

BRUCE McLAREN




1970 - Eu havia chegado a Paris, vindo de Indianápolis, onde fôra fazer os comentários sôbre as 500 Milhas de Indianapolis para a televisão, quando soube da trágica morte de Bruce McLaren.

Êle era mais popular que qualquer outro piloto de que eu possa me lembrar. É extremamente raro encontrar, num negócio tão competitivo quanto as corridas de automóveis, alguém tão querido como Bruce.

Nunca ouvi pessoa alguma dizer uma palavra negativa sôbre êle.

É provável que êle ainda fizesse muito mais nas competições esportivas nos próximos anos, do que havia conseguido até agora. Além do sucesso na Fórmula 1 e nas provas Can-Am, caminhava para tornar-se fabricante de carros para uso convencional.

Fará muita falta, pois sua equipe foi responsável por muitos aperfeiçoamentos nas competições atuais.

Bruce ajudou-me muito no começo de minha carreira de piloto, dando-me informações preciosas que me ajudaram a vencer muito dos obstáculos que me atrapalhariam como estreante. 

Até agora, passado algum tempo, é difícil para mim acreditar que êle tenha morrido. Como Jim Clark, Bruce parecia-me indestrutível. 

Quando coisas assim acontecem, a gente chega a pensar o quanto é estúpido um esporte que pode causar tanta dor a tantos.

Enquanto treinava para o Grande Prêmio da Bélgica, eu me lembrava de Bruce. E talvez pareça estranho como os pilotos podem pegar suas máquinas e correr tanto quanto antes, poucos dias depois da morte de um companheiro.

Creio que pilotos de corridas constituem uma classe muito especial de pessoas. Tendemos a isolar coisas dessa natureza e eliminamos tudo o mais de nossa mente.

Um piloto não pode preocupar-se com mais nada enquanto compete num circuito difícil. Procuramos um estado próximo da amnésia, onde sentimentos não podem existir. E, apesar da carga emocional e dos perigos de um circuito difícil como Spa, o piloto tem de manter o ímpeto, pois as lembranças e a preocupação desaparecem assim que a gente entra no carro.


Jackie Stewart





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

LONDRES EM FESTA: BOTTAS FICA "POR UM ANO"



A Mercedes está muito satisfeita com o Valtteri Bottas que renovou por "1 ano" o seu contrato. É a primeira vez que eu vejo uma equipe grande fazer isso. Contrato de um ano não é oferecido nem para pilotos do "calibre" de um Marcus Ericsson, Roberto Merhi, Will Stevens...etc. Mostra o "prestigio" que esse finlandês tem. Bottas sendo tratado como piloto de quinta categoria.

Não confundir com extensão de contrato, como o de Kimi e a provável extensão do contrato do Massa. O caso de Bottas é bem diferente.

Do jeito que as coisas aconteceram no final do ano passado com aquela reviravolta toda com a saída do Nico, você pode até entender os motivos da Mercedes ter oferecido um contrato curto para Bottas e ele ter aceitado. Até aí tudo bem.

Mas fazer isso outra vez, depois dos excelentes resultados que ele entregou na primeira fase da temporada é um desrespeito.

Bottas acabou com sua carreira na Formula 1. Nunca será campeão.

Lewis tem o caminho livre para conquistar os títulos de 2017/18.