quarta-feira, 18 de abril de 2018

SENNA / HILL




Amigos, só um comentário sobre time Mercedes. Ainda é cedo para tirar conclusões  pois o campeonato desde ano é bem longo e muita coisa ainda pode acontecer.

Mas essas 3 etapas são importantes, porque o campeonato parece que vai ser apertado entre os times Ferrari e Mercedes.

Os carros de 2018 parecem mais difíceis de se conduzir no "ar sujo", porque tivemos 3 GPs em pistas bem distintas e o resultado foi o mesmo, dificuldade em ultrapassar. Então a culpa não é do circuito e dos carros.

Antes que algum leitor diga que viu muitas ultrapassagem, só lembrando que elas aconteceram na turma de trás. Kevin Mag fez 3 mas terminou a corrida sem os retrovisores laterais. Gorsjean fez duas mas levou com ele a asa dianteira dos adversários. Lá no pelotão da merda, Vittorio Brambilla e Andrea deCesares fazem ultrapassagens mas deixam metade do carro para trás. Na frente onde o pessoal se respeita, não tem acontecido disputa.

Hamilton na Australia foi quase um segundo mais rápido nos treinos, mas na corrida não conseguiu superar a Ferrari. No Bahrein, Bottas não conseguiu passar o Vettel que tinha pneus no bagaço. Na China, Vettel perdeu a corrida nos pits, porque dificilmente conseguiria recuperar a posição na pista.

Conclusão que chegamos é que as corridas estão sendo decididas no qualy e nos pits. Quem larga na frente termina na frente, contando que o time não faça cagada nos pits. Essa parece ser a regra este ano.

No caso da Mercedes a coisa é mais grave do que na Ferrari. Seu piloto principal vem tendo dificuldades no qualy, o que afeta o resultado na corrida. Enquanto Bottas vem sendo mais regular, (o que atrapalhou ele foi o 8 lugar na Australia), ali ele perdeu pelo menos 8 pontos. Lewis esta devendo, teve sorte no Bahrein com a retirada do Kimi que poderia ter sido o 3º naquela corrida e teve sorte com o azar dos outros na China.

Só que o piloto principal do time Mercedes é Lewis Hamilton. Isso todo mundo sabe. Lewis ganha 40 milhões por ano enquanto Bottas ganha 10 milhões. A Mercedes não é louca de rasgar dinheiro, ela paga 4 vezes mais para o Lewis porque na hora que o nó aperta é ele que vai resolver. O problema  é que seu craque ainda não entrou em campo.

Então começa o dilema dentro do time, vamos de Bottas ou damos um crédito para o Lewis?

Voltando no tempo. em 1994 no time Williams. a dupla de pilotos era Senna e Hill. Senna contratado a peso de ouro era o cara que ia trazer o título, mas as circunstancia mudaram e o piloto deles foi o Hill. Hill acabou perdendo o titulo por 1 ponto (teve o golpe sujo do Schumacher na Austrália e Hill perdeu o título) mas talvez se a equipe não jogasse tudo no Senna nas 3 primeiras etapas, Hill poderia ter sido o campeão.

A diferença de 1994 é que Senna morreu, agora no caso da Mercedes, Lewis não morreu, ele é só um morto-vivo, que pode despertar a qualquer momento. Então fica difícil para a Mercedes apostar já no Bottas. Mas por outro lado ela não pode postergar por muito tempo essa decisão, pois a briga esse ano esta apertada.

Na Ferrari ficou claro que o piloto deles é o Vettel. Na China ferraram a corrida do Kimi para tentar salvar o Vettel. Agora será que a Mercedes faria isso com o Lewis para ajudar o Bottas?
















PASSARINHO





1985 - Mais de dez anos depois de abandonar as pistas, não sem antes deixar sua marca ao vencer as "25 Horas de Interlagos" na apresentação de despedida, o ex-piloto Bird Clemente, aos 47 anos, continua um apaixonado do automobilismo. É certo que os ralos cabelos e os 15 kg a mais lembram pouco aquele garoto que em 1959 estreou nas Mil Milhas ganhando o apelido de Passarinho.

"Mas a velocidade continua no sangue da gente", justifica Bird, hoje secretário geral do Automóvel Clube de São Paulo e que acompanha, com profundo interesse, todas as competições de Fórmula 1 pela televisão.

"Até que dei sorte na minha época, porque era uma fase de promoção da indústria automobilística nacional", explica. "Por outro lado, não existiam as facilidades atuais de aparecer e se projetar internacionalmente", lamenta o ex-piloto da Vemag, Simca, Willys. Conserva o seu Interlagos nº 22 até hoje, inventor das curvas em derrapagem forçada e colega de equipe, entre outros, de José Carlos Pace, Chico Lameirão, Luis Pereira Bueno e dos irmãos Fittipaldi.

Pai de quatro filhos, fabricante de vidros e dono de uma loja de acessórios para automóveis em São Paulo, Bird tem uma situação econômica tranquila. Não sente falta das pistas e classifica os atuais corredores como verdadeiros "operadores de máquinas". Não vai aí nenhuma critica, ao contrário: é fã de Piquet e Senna.

Não costuma comparar o talento de pilotos de sua época ao dos atuais, porém. "Antes, vivíamos o tempo do automobilismo romântico. Comparar corredores de hoje e ontem é como pegarmos um antigo piloto de aviões Catalina, que se arriscava a pousar no meio da selva só com sua coragem, e um piloto de um Mirage, que depende do frio conhecimento de todos os instrumentos de seu aparelho supersônico, como se fosse um computador. Qual é o melhor? Não sei responder."

Depois de 15 anos como corredor, entretanto, Bird Clemente tem uma certeza: "No automobilismo, acaba-se ficando supersticioso sem acreditar em superstição". Por isso não arrisca um palpite sobre o campeão de Fórmula 1 da temporada. Mas, no fundo, acredita que vá dar Nelson Piquet, um piloto com características bem diferentes de seu estilo, que era o de ir para a "degola", sair na frente para que as outras equipes quebrassem no caminho e seus parceiros fossem favorecidos, isso quando seu próprio carro resistia e disparava na ponta, vencendo a corrida.











segunda-feira, 16 de abril de 2018

One Flew Over the Cuckoo's Nest









1982 - É possível que um piloto que já tenha tomado parte até mesmo do seleto circo da Fórmula 1 possa encontrar-se hoje impossibilitado de disputar uma simples prova do calendário nacional por problemas de patrocínio?

Sim, se o país se chamar Brasil e o piloto Alex Dias Ribeiro.

Era no mínimo intrigante observar o pequeno Alex rondando os boxes durante os treinos dos Mil Quilômetros de Brasília e não contar com um carro para participar da corrida.

"Mas isso aqui" dizia ele, mostrando a ausência de grandes nomes e, possivelmente, antevendo o fracasso da promoção, "é simplesmente o retrato da decadência do automobilismo brasileiro"

"Em 1980, quando retornei da Europa disposto a montar um esquema na Stock-Cars, não imaginava que a situação se encontrasse nesses níveis. Não obtive apoio da GM e preferi ficar de fora. Afinal, tenho um nome a zelar e não posso competir em condições ao menos de igualdade com o Paulão, Ingo e outros."

Alex Dias Ribeiro, atualmente, prefere pensar em uma vida bem menos atribulada que a loucura das pistas. E sonha com a simplicidade de uma vida criando galinhas na fazenda que pretende adquirir.

Mas a vontade de correr às vezes teima em voltar, a despeito de todas as decepções por que passou e que estão minuciosamente estampadas em seu livro "Mais que Vencedor", do qual se ocupa na promoção.

Dessa forma, até que ele tentou retornar nos "Mil Quilômetros", prova que ele conhece muito bem. Para Alex, todavia, as dificuldades não são absolutamente estranhas e ele não conseguiu um patrocinador, apesar do empenho da Federação de Automobilismo do Distrito Federal.

Mas, no fundo, depois de acompanhar os monótonos treinos de sábado, talvez Alex nem mais se interessasse tanto pela corrida. E, a bem da verdade, nem foi visto domingo no autódromo.

"O Ingo Hoffmann também não veio por falta de dinheiro. E isso é um absurdo, porque nosso automobilismo necessita de nomes importantes. De uma infra-estrutura promocional de que não dispomos".

E Alex prosseguia, formulando algumas teorias sobre a crise do esporte no Brasil:

"Assisti a alguns anúncios chamando para a prova e eles, simplesmente, omitiam os grandes pilotos. Além do mais, o brasileiro acostumou-se a ver a Fórmula 1 pela televisão e não aceita menos. Em outros países, no entanto, procuram-se fórmulas de atrair público."

"No Grande Prêmio da Inglaterra, por exemplo, houve até demonstração dos aviões Harrier, utilizados pela Força Aérea Britânica na Guerra das Malvinas, e exibição do supersônico Concorde. As corridas devem ser mais promovidas", argumentava Alex.

Perfeito exemplo do caos instalado no automobilismo brasileiro, os "Mil Quilômetros de Brasília" ao menos serviram para comprovar definitivamente que os novos dirigentes não podem perder tempo na tentativa de resgatar o desacreditado esporte.

É necessário trabalhar e rápido. Porque, quando um nome do porte de Alex Dias Ribeiro se vê impedido de disputar uma prosaica prova doméstica, é sinal de que as coisas vão mal. Bem mal.













domingo, 15 de abril de 2018

MAMMA MIA !



Amigos, acordei agora. Corrida que começa as 3 da matina não é mole. É o pior horário, se fosse 1 ou 2 da manhã ainda dá mas as 3 é dose. E para piorar, assisti na cama numa Tv de 14" de tubo! Imaginem só a trabalheira que deu para enxergar os caracteres. E para completar o martírio tivemos a "narração histérica" do LR (Significado de histérica. O que é histérica: Nervosa, alterada, emotiva, enérgica, exaltada, em alto estado de alteração nervosa, impaciente, irritada, neurastênica, sensivelmente abalada...) e comentários de Luciano "vaselina" Burti (Significado de vaselina. O que é vaselina: aquele individuo que concorda com tudo e com todos, que só sabe dizer: "sim" e "ok").

Pra começo de conversa, não me venham com aquele papo "que o campeonato desse ano tá emocionante". Tá PORRA NENHUMA, tá uma chatice de procissão...

Ninguém passa ninguém, a não ser que entre um carro de segurança ou outra coisa fora do normal aconteça para "dar um pouco de emoção".

O único carro que consegue fazer alguma coisa no "ar sujo" são os RBR. As Mercedes e Ferrari se não largarem na frente não conseguem ultrapassar ninguém. Pode colocar 10 zonas de DRS que não vai resolver. Os imbecis que criticaram o Bottas por não tentar passar o Vettel no Bahrein não perceberam isso.

Agora eu quero saber como um piloto que está na liderança, tranquilo, com 6 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, depois de parar nos pits, perde a liderança e volta em segundo!

PUTA QUE PARIU! SERÁ QUE A FERRARI VAI DAR MAIS UM CAMPEONATO DE BANDEJA PARA A MERCEDES!!!!!!!!!!!!!!!!!

E tem mais... a Mercedes só não venceu porque teve o safety car e as RBR voltaram de sapatos novos, porque quem ia ganhar era o Bottas.

É uma cagada atrás da outra...O Kimi, coitado, foi pela MILÉSIMA VEZ para o sacrifício. Fez 867 voltas com um jogo de pneus que era para durar no máximo 19 voltas. Merece um estátua de bronze em Maranello.

A equipe realmente sabe como quebrar a moral de seus pilotos!



Max Verstappen teve o seu dia de MARC MARQUEZ! Só faltou fazer o carro pegar no "tranco" na largada. De resto estava como o espanhol, "ligado no 220V".

O Max é como um Mustang selvagem. Tem que correr solto pelas planícies. Se você domá-lo, com um cabresto e uma sela, ele vira pangaré...

Deixe-o correr solto que ele aprende. Wild Horses couldn't drag me away...






Gostei da atitude do Vettel após a prova. Mostra que está focado na conquista do título e não vale a pena criar polêmica por águas passadas. É passar a borracha e já focar na próxima etapa.

O Lewis Hamilton eu não preciso nem comentar. Não apareceu para correr na China. Vai direto do Bahrein para o Azerbaijão.

Daniel Riccardo não foi só o "piloto do dia", foi também o "piloto do ano" porque dificilmente alguém vai conseguir repetir a performance que ele teve. Perfeição é a palavra correta para definir seu fim de semana na China.

Vem mostrando tranquilidade desde o começo da temporada apesar de sofrer com inúmeros problemas. No sábado mostrou sangue frio para entrar no carro com 3 minutos para final da classificação e conseguir uma boa posição para largada. Na corrida foi perfeito em tudo, e não cometeu um erro. Mostrou o que a maioria de nós já sabia, é o melhor piloto em atividade.











sábado, 14 de abril de 2018

ERRINHOS AQUI E ALI




Amigos, alguma notícia do Lewis?

A última que saiu foi que ele tinha escorregado no banheiro na hora que foi escovar os dentes!

Teve um errinho aqui e outro acolá, 

que começaram já no trajeto do hotel para pista. Com GPS e tudo mais, ele errou o caminho para o autódromo umas três vezes...

Do Motorhome até os boxes foram mais três escorregadas...e no Q1,2,3 errou em todos...

...dizem até...que não faltaram escorregões na hora de descer do carro.

É tudo culpa da DIVA!!

"Pé de alface" ficou com o terceiro tempo.

Kimi "legend" Raikkonen, fez excelente qualy perdendo só no 3º setor. A fera tá pilotando muito esse ano, mas é o seu último na F1, a Ferrari não vai renovar o contrato com um cara "quarentão". 

Vettel, sensacional...verde no setor 1, amarelo no setor 2...aí fez milagre e achou a pole no setor 3...

Ferrari forte, com seus 2 pilotos guiando muito bem e com a moral elevada.

Se a equipe não fizer cagadas sai da China mais líder do que nunca!

Mercedes vai reagir...mas o que chama a atenção são as declarações do Bottas...

Desde o 1º GP ano, (aquele do +7") na Australia, ele vem batendo na tecla de que a vantagem deles não é tão grande como todo mundo imaginava.

E o que o Bottas diz é para ser levando a sério porque ele não é o tipo que faz "firulas". É sempre muito sincero nas suas declarações.

CONCLUSÕES FINAIS

Não acho que a Ferrari esta com um carro muito melhor, acho sim que ela conseguiu equilibrar o jogo. Mercedes não tem mais aquela supremacia de antigamente mas ainda são uma potência a ser batida.

Na minha visão, depois de ter assistido o qualy, o maior problema da Mercedes não é o carro...é no seu piloto...

Lewis Hamilton simplesmente não apareceu para correr na China. Se tivesse com a cabeça no lugar, era para estar dividindo a primeira fila com o Vettel.

Ele precisar acordar ou pode se complicar....







sexta-feira, 13 de abril de 2018

AUTOMAÇÃO




Automação é perigosa e pode matar. O caso do Kimi é um bom exemplo. A máquina não tem capacidade de pensar, ela só executa a programação feita pelo homem. Um sensor não é capaz de distinguir se tem uma perna na frente da roda.

O caso do Bahrein foi assustador porque a roda nem tinha sido trocada e a máquina liberou o piloto. 

Neste caso específico, se fosse um humano comandando o "pirulito" isso não teria acontecido.

Você revendo o acidente percebe que tragédia poderia ser maior. O cara com a pistola e o mecânico que retira o pneu usado, também poderiam ter sido atingidos. Saiu barato.

A FIA que preza tanto pela segurança, talvez devesse rever esse processo de automação total dos pitstops.

Não me lembro quando foi a última vez que um piloto quebrou a perna na F1. Talvez o do Schumacher em Silverstone a 18 anos atrás, não tenho certeza mas faz tempo.

Jules Bianchi, a morte mais recente da F1, aconteceu porque ele entrou embaixo de um "trator". Esse mesmo trator introduzido pela FIA matou mais gente. Um bandeirinha de 38 anos morreu atropelado durante o GP do Canada.

Alguém vai culpar a FIA por essas duas mortes?

Vão punir um "sensor" pelo acidente do Kimi?

A FIA multou a Ferrari em 50 mil euros.

Acharam um culpado rapidinho!

Agora eu pergunto aos senhores leitores, qual a culpa da Ferrari?

O sensor falhou? resposta: Não.

Ele somente interpretou errado. Então não foi falha do time Ferrari.

O único culpado pelo acidente é a FIA, que permite esse tipo de automação durante os pitstops.

Pode botar essa perna quebrada na conta do monsieur Todt....








quinta-feira, 12 de abril de 2018

MOTOCROSS "GOLDEN YEARS"








1975 - Época de ouro do Motocross, Marty Smith, Roger DeCoster, Jimmy Weinert, Tony DiStefano, Heikki Mikkola... a nata reunida, os melhores de todos os tempos...

....L.A. Coliseum lotado... de 1975 até 1985 foi a fase áurea do Motocross...

Sensacional este video mostrando todo clima e a excitação que o motocross despertava no público...









domingo, 8 de abril de 2018

GARY SCOTT





1975 - The way to the AMA's Number One plate is through the Grand National Championship. This series, sponsored this past year by Camel cigarettes, includes four TTs, three Indoor Short-Tracks, four Road Races, six Half-Miles and four Miles. It takes an all-around rider to win, even if they don't have enduros or motocross.

This year's champion is Gary Scott, a 23-year-old Californian sponsored by Harley-Davidson. Gary scooped up 1358 points to edge out Kenny Roberts 1260. Roberts and Yamaha won six nationals this year, four more than Scott, but Gary's consistent finishes made up the difference.

Perennial star Gene Romero placed ninth this years, a disappointing finish for the 1970 Champion. He'd gained the title using Triumph equipment and rode Triumph again in '71 (finishing second), '72 (third) and '73 (seventh). For '74, Yamaha hired Gene and he placed third again in the Grand Nationals.

Then, this year, he kept his Yamaha sponsorship for the Road Races, but had to put all the rest together himself.

It's a long, expensive, grinding season.