quarta-feira, 28 de junho de 2017

SERRA NA FORMULA 3: OUTRA VEZ NA FRENTE


1978 - Foi a volta por cima. Depois de um mês e vinte dias de muita expectativa; desde o dia 10 de agosto, quando o acidente num treino em Mallory Park o deixou em estado de coma e afetou seus reflexos, Chico Serra voltou a correr dia 30 de setembro e, três provas depois, retornava ao pódio com o qual tanto se acostumara ao longo de sua carreira.

Em Silverstone, seu retorno às pistas resultou em um quinto lugar: debaixo de chuva, condição difícil para quem ficara tanto tempo sem correr, Chico ainda foi atrapalhado na largada pelo piloto Pedro Nogues, cujo carro morreu no grid.

Na corrida seguinte, em Brands Hatch dia 7 de outubro, Serra já mostrava grande melhora: marcou a pole position e disputou a ponta com o inglês Derek Warwick até a última volta.

Estava na frente, na curva final, quando os dois carros se chocaram: Warwick, com sorte, continuou e venceu, enquanto Chico acabou em sexto lugar: seu carro, com a suspensão quebrada e o pneu estourado, parou exatamente em cima da linha de chegada. Serra ainda tinha conseguido a melhor volta da prova.

No dia 15 de outubro, em Mallory Park, o local do acidente, Serra teve problemas com os pneus e o distribuidor (depois da prova, descobriu-se que ele estava rachado), e terminou em quinto.

A vitória viria de maneira sensacional na prova de encerramento do Campeonato BP, em Thruxton, dia 29 de outubro.

Marcando a pole position á frente de Derek Warwick e de Fernando Jorge (outro brasileiro a disputar a F3 inglesa, mas que só retornou à Europa no final da temporada), Serra foi superado na largada e caiu para o quinto lugar.

Fernando Jorge liderou até a décima volta, num ritmo forte, enquanto Serra progrediu firmemente até a segunda posição. Quando tentava passar Fernando, os dois acabaram se enroscando e batendo: Jorge voou sobre o guard-rail, destruindo seu RALT, enquanto Serra conseguiu continuar. 

Com seu carro muito afetado no choque (o bico raspando no chão, a suspensão desalinhada e os freios bloqueando), Serra teve cinco voltas finais dramáticas: Tiff Needell, segundo colocado, aproximou-se rapidamente e forçou a ultrapassagem em todos os pontos, tentando beneficiar-se do mau estado do carro do líder. Mas Chico Serra resistiu, vencendo com apenas 0,3 segundos de vantagem.

Recuperado totalmente do acidente que o afastou das pistas durante cinco corridas e custou-lhe o título do Campeonato Vandervell (que liderava até então), Serra agora pensa apenas na temporada de 79:

"Os planos estão traçados: Formula 2, a sério, como tudo que fiz até hoje".

Do acidente, mesmo passado tanto tempo, Chico não consegue lembrar-se:

"Sei apenas que sai reto, a 200 Km/h, antes de uma curva. Não cheguei a fazer a tomada, como mostraram as marcas no chão. Nessas também, está um sinal da provável causa: há o risco de apenas um pneu arrastando, como se o freio tivesse falhado ou alguma coisa tivesse quebrado na suspensão".





terça-feira, 27 de junho de 2017

ESCOCÊS VOADOR COMENTA





Sir Jackie Stewart acredita que Lewis Hamilton teve uma parte da culpa na batida com o rival ao título Sebastian Vettel durante o Grande Prêmio de Azerbaijão no domingo.

Stewart sente que Vettel manchou sua reputação. O campeão do mundo em 1969, 1971 e 1973 - conta que Hamilton deve aceitar uma parte da responsabilidade.

"Sua reputação certamente foi manchada", disse Stewart quando perguntado sobre as ações da Vettel."

"Mas, ao mesmo tempo, o que criou o incidente foi o fato de Lewis ter desacelerado tão rapidamente em um lugar muito improvável. Você tem que levar isso em consideração."

"Isso foi um choque para Sebastian, e é por isso que ele veio junto com Lewis para perguntar " o que diabos você está fazendo? " 

"O que Vettel fez depois foi incontestável, colidiu com Hamilton. Não há espaço para isso, sem desculpas para isso, está errado. É um comportamento inadequado."

"Seria muito simples colocar a culpa completa em um só homem, mas o que provocou o mau comportamento de Vettel foi o que aconteceu antes."

"Lewis reduziu com tanta força que Vettel o atingiu. Não culpo Lewis pelo acidente, mas tenho que dizer que nunca vi ninguém tirar o pé do acelerador daquela forma."





segunda-feira, 26 de junho de 2017

RESUMO





Amigos, resumindo o que aconteceu ontem:

Os mesmos cartolas que analisaram a telemetria do Lewis Hamilton e constataram que não aconteceu o brake test, também analisaram a atitude do Seb Vettel e não viram motivos para uma bandeira preta.

Preciso dizer mais alguma coisa?










UFC 2017



Inadmissível o comportamento de Hamilton e Vettel durante o GP do Ajerbaijão. Nem pareciam dois campeões mundiais, protagonizaram uma cena digna de "piloto cadete de kart". E para completar, a direção de prova também fez lambança.

Lewis Hamilton foi tão culpado quanto Vettel.

Durante o primeiro Safety Car, Lewis foi advertido através do rádio pela equipe sobre a distancia que ele vinha deixando para a re-largada. Respondeu "Deixa comigo".

No segundo Safety Car foi alertado novamente pela equipe por ter quase ultrapassado o safety car, mas continuou a fazer "firulas" que culminaram na colisão com Vettel.

Não é a primeira vez que Lewis Hamilton faz essa "brincadeira". Já tinha observado esse comportamento em outras provas com Safety Car. Ele usava a "malandragem" de frear forte subitamente, obrigando os que estão atrás pisarem no freio e quase pararem, para depois ele acelerar forte. 

Algum dia ia acontecer de alguém não conseguir parar e bater na sua traseira. E esse dia chegou.

Até hoje não tinha acontecido problema porque ele tinha feito isso em pistas onde as condições do traçado permitiam que os pilotos de trás evitassem a batida.

Só que dessa vez ele fez isso numa pista de rua estreita e com visibilidade cega por conta das curvas em 90º graus.

Assim que ele contornou uma das "esquinas" pisou no freio, Vettel que vinha colado não teve tempo de reação para frear e acabou batendo e quebrando seu spoiler dianteiro.

Em seguida, de cabeça quente, em vez de pedir uma punição pelo rádio, resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Atirou o carro em cima da Mercedes.

Fez o que no futebol a gente chama de "atingir o adversário sem bola". A punição é "Cartão Vermelho" e direto pro chuveiro.

 Mas não foi isso que aconteceu. Os cartolas entraram em cena para protagonizarem outra lambança.

Demoraram um tempão até decidirem as punições. Por que levaram tanto tempo?

Desde que foi inventada as corridas, a punição para o piloto que joga o carro para cima do outro é muito clara. Bandeira Preta e eliminação da prova.

Se ele foi culpado ou não da batida na traseira, isso não faz diferença. Sua atitude de jogar o carro para cima do Lewis foi clara. Sua punição deveria ser aplicada já na volta seguinte.

Mas a cartolagem entrou em ação, e como se tratava de dois pilotos de equipes poderosas que disputam o título, fizeram a mesma coisa que já tinham feito com Vettel quando ele parou fora do colchete e com Hamilton no GP do México ano passado, quando Lewis cortou caminho. Marmelada.

Quando a proteção lateral do Lewis soltou, eles viram que era o momento certo para encenar a farsa.

Na mesma hora que Lewis era chamado para os boxes, apareceu a punição de 10 segundos do Vettel.

Fizeram a conhecida "média".

A Ferrari não ficaria furiosa por tomar os 10 segundos, porque o Lewis também teve que fazer um pit stop. E a Mercedes da mesma forma, porque o Vettel perderia 10 segundos parado no pit.

Não precisaram punir o Lewis pelo brake test, porque ele teve que parar para consertar o encosto. E no caso do Vettel aplicaram um punição de 10 segundos que foi o suficiente para ele terminar na frente do Hamilton.

Meia mussarela / Meia calabreza. Terminou em pizza.

Lewis foi culpado por ter tirado o pé e provocado a batida e Vettel também por bater de propósito na lateral da Mercedes. 






domingo, 25 de junho de 2017

GUGU DADÁ


            5 years old                                                                   10 years old




NAS ENTRELINHAS




Amigos, os últimos acontecimentos entorno de Fernando Alonso: jantar de Briatore com Lauda e Wolff, e gerente do Alonso, Luis Garcia, reunido com o pessoal da Renault às claras; tem que ser lido nas entrelinhas.

A meu ver, isso é um sutil recado para a Honda. A Mclaren está fechada com o Fernando e quer forçar um rompimento com a Honda. Alonso quer ficar, porque não tem mais opções, mas sabe que com a Honda as chances de vencer são zero. Com a saída e a substituição do motor Honda pelo Mercedes a esperança renasce. É uma espécie de recado, se vocês continuarem, Alonso cai fora.

E a Mclaren + Honda sem Alonso é = Vandoorne

Em Baku ele teve problema de câmbio nos treinos, mas falou pelo rádio "engine". A tv ficou mostrando a cara do chefe Honda Hazegawa, mas a caixa de transmissão é McLaren. Não tem mais clima para a Honda continuar com o time. Qualquer problema que o carro tiver vai cair nas costas da Honda.

Para a Mercedes é interessante ter uma equipe forte como a Mclaren usando o seus motores.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

JABOUILLE

Vitória de Laffite em Zeltweg, Piquet foi terceiro


1981 - Uma grande reviravolta pouco antes do Grande Prêmio da Alemanha, foi a surpreendente saída de Gerard Ducarouge da Talbot Ligier. Responsável pelas vitórias da Matra em Le Mans, engenheiro especializado em aeronáutica, Ducarouge foi o cérebro da Ligier no seu início na Fórmula 1, mas com a fusão com a Talbot as exigências começaram a ser maiores, e passaram a ser questionadas as qualidades do chefe esportivo da Ligier.

Sem dúvida, Jacques Laffite nunca esteve tão próximo do título como em 1979, ano em que apareceram as JS 11. Naquela época, o sonho do início do ano foi apagado pela realidade das corridas que se seguiram ao fogo de palha da América do Sul.

Os erros se multiplicaram: bateu na África do Sul, errou de marcha e destruiu o motor na Espanha, e nem mesmo vice conseguiu ser. No ano passado, conseguiu apenas uma vitória, na Alemanha, e terminou o mundial em quarto.

Este ano porém, as coisas mudaram para o piloto francês. Conhecido como o ano da transição pela Talbot Ligier, uma temporada à espera do motor turbo da Matra, ninguém esperava grandes resultados, muito menos a ascensão de um carro "transitório".

Não se esperava, também, a saída de Gerard Ducarouge da equipe, e nem a chegada de um ex-piloto que teve grande influência na vitória de Jacques em Zeltweg: Jean Pierre Jabouille.

"Eu não sei como o pessoal da Renault foi tão inconsciente a ponto de permitir a saída de Jean Pierre", afirmou Laffite ao Jornal francês L'Equipe a propósito de Jabouille e de sua atual função na equipe Talbot Ligier.

Responsável pelo desenvolvimento dos Renault, engenheiro sem diploma, uma espécie de Ricardo Divila, o brilhante projetista da Fittipaldi, piloto, Jabouille é um apaixonado pela mecânica, pelo "acerto" de um carro. Na época em que a Renault pensava em disputar na Fórmula 1, Ronnie Peterson foi lembrado, e Jabouille se defendeu:

"Vocês podem chamar o Ronnie, pois ele é realmente muito rápido. Só que por ser piloto ele vai dar para vocês 1 segundo de vantagem em relação a um outro piloto. Eu posso dar dois, porque sei como acertar um carro. A vantagem está do meu lado".

Isso foi em 1976, quando ele ainda testava o Renault protótipo para a F1. Agora, com a saída de Ducarouge, Jean Pierre Jabouille é o responsável por todas as adaptações e regulagens do carro de Laffite, seu concunhado.

A verdade é que, coincidentemente ou não, as coisas tem andado melhor com a equipe depois que ele passou a ser o seu supervisor técnico, talvez pelo fato de que Jabouille raciocine como piloto e não como engenheiro, erro de que foi acusado Ducarouge, e de aplicar as modificações como engenheiro e não como piloto.







quinta-feira, 22 de junho de 2017