sábado, 21 de outubro de 2017

JOGARAM A TOALHA



Pessoal, a Ferrari jogou a toalha. Vocês assistiram ao treino? Deu pena.

Maurizio Arrivabene, aquele italiano de Brescia, boa-pinta, forte, musculoso do começo da temporada, está um caco. Parece que envelheceu 100 anos,  tá barrigudo, anda curvado pra frente e o grisalho deu lugar aos cabelos brancos. Mamma Mia!

O Vettel tá com cara de quem comeu jiló, sabe que a vaca foi pro brejo. Hoje fez o impossível para largar na primeira fila e mesmo assim ficou a 0.340. Fim de festa.

E a Mercedes não forçou, porque na última volta Hamilton tinha carro para melhorar o tempo.

Acabou a folia, a Mercedes restabeleceu a ordem e voltou a dominar.

A RBR um fiasco. Daniel Ricciardo fez o mesmo tempo do Kimi e larga em 4º. Fez coisa que eu nunca tinha visto ele fazer: colocar as rodas na terra. Mostra que lá as coisas também andam ruim, porque Daniel é um piloto que anda rápido mas com um tocada limpa, nunca tinha visto ele levantar poeira. É sinal que o carro não está uma maravilha. Max também sofreu e ainda vai tomar punição.

Amanhã a uma única emoção vai ser: será que o Vettel vai ter problema?


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FALTA COMANDO

Lowe quer planejamento e Claire dinheiro



Amigos, eu vou fazer um comentário sobre a equipe Williams porque eu não aguento mais ler notícias sobre esse teste do polonês Kubica. A equipe Williams deve estar de brincadeira.

Felipe Massa está coberto de razão, disse as coisas certas e tem todo direito de reclamar. Dentro da equipe ele parece ser o único que tem juízo.

Gostaria de ver Felipe Massa na equipe ano que vem. Fui contra a sua volta esse ano, e o motivo não foi porque duvidava dele, fui contra porque não acreditava na Williams.

O time não faz um carro bom faz tempo. Aqueles pódios do Bottas e do Massa e a pole, foram mais em função do motor do que do carro. E esse ano o calvário está se repetindo.

Massa vem fazendo um excelente trabalho esse ano e quase venceu em Baku. Está em forma e na minha opinião a equipe deveria mante-lo em 2018. No Japão pilotou muito, com aquela merda de carro largou em 9º só perdendo para as Force e na corrida lutou muito com Haas pelo 8º lugar. Isso não é fazer um trabalho ?

Mas mesmo sendo brasileiro, eu acho que o time pode escolher o piloto que quiser. Não é porque eu sou brasileiro que vou exigir que a equipe assine com um compatriota meu.

O que eu não consigo entender é onde a Williams quer chegar com esses testes com Kubica e Di Resta. Juro por Deus que eu não encontro uma razão técnica para esses testes.

Eu poderia até entender se eles testassem o Palmer, um piloto ainda em atividade.

Mas você testar Robert Kubica, um piloto que está afastado da F1 fazem 6 anos e na última vez que ele dirigiu um F1 os carros ainda usavam motor dianteiro, e ainda mais com um grave problema físico, não faz sentido algum.

Se Robert Kubica fosse o melhor piloto que já apareceu na F1, estivesse bem fisicamente, com uma saúde mais que perfeita, com os dois braços excelentes, mesmo assim já seria um absurdo. Que equipe de F1 vai buscar um piloto que está parado fazem 6 anos? Nunca vi isso!

E o outro teste!

Com Di Resta, um repórter de televisão que está parado fazem 3 anos! Vão testar o quê? Di Resta quando estava no auge da forma, não fez nada na sua passagem pela F1, imaginem o que ele vai fazer agora, depois de ficar três anos segurando um microfone.

E que teste é esse, onde utilizam um carro defasado completamente diferente do que é utilizado na atual temporada.

Os testes são uma forma de pressionar Massa


Lance Stroll durante entrevista antes do GP Japão, foi perguntado se havia diferenças entre o carro antigo e o atual, ele respondeu que os carros eram completamente diferentes. E ele tem gabarito para responder isso porque ele testa no antigo e corre com o novo. Felipe tem toda a razão de questionar a validade desse teste.

Vão testar o quê?

É claro que o Kubica virou um tempo razoável, ele não desaprendeu de dirigir um F1. Só que quando vc coloca no funil junto com os 20 do grid, aí a coisa pega. É mesma coisa de vc colocar o Jorge Lorenzo numa Williams para testar. Ele não vai fazer feio, afinal, ele é um piloto de corridas e sabe dominar uma máquina a 300 km/h, mas quando é comparado com os outros, não vai ser competitivo.

E tem mais,

Um piloto novo na equipe demora pelo mesmo seis meses para ele e o time se entrosarem. O caso do Bottas foi uma exceção. Todo mundo ficou surpreso com o seu ótimo desempenho na primeira fase da temporada por causa disso. Todo mundo achava que ele só conseguiria bons resultados do meio da temporada em diante. Isso foi uma exceção à regra e mostra que ele é um piloto excepcional pelo rápido entrosamento com o time.

Agora caso a Williams coloque um Kubica ou Di Resta, eles vão perder pelo mesmo seis meses da próxima temporada. Ou mais: porque um estava parado fazem 6 anos e o outro 3, o que complica mais.

Eu não consigo achar um razão técnica para fazer isso.

A única conclusão lógica que eu posso tirar desses testes é que estão fazem um retalhação contra o Felipe Massa. Explico:

Na minha opinião eles querem o Felipe para 2018, mas não aceitam pagar o que ele pede. Então armaram esses testes fajutos para pressionar o piloto brasileiro. Só pode ser este o motivo.

Porque todo mundo sabe que o problema na Williams não é de piloto, é de carro!

Se vc tirar o mau começo de temporada do Stroll, o maior problema da equipe é que o carro não evoluiu. As outras equipes foram melhorando enquanto o carro Williams foi piorando.

O problema do time não é o "bosta" do Massa ou o "bosta" do Stroll. Porque fica parecendo que os pilotos são os culpados pelo mau desempenho dos carros. A molecada (maioria adolescente) fica gritando: Trocar o "bosta" do Massa pelo "milagreiro" do Kubica, aí a equipe volta a vencer.

Piada né.

Felipe tem 15 anos de F1, se fosse esse "bosta" que todo mundo fala, ele só tinha ficado dois como Palmer ficou. Qualquer piloto vende a mãe para conseguir um assento na F1, lá só tem 20 lugares e durante 15 anos Felipe é dono de um.

Na minha opinião está faltando comando dentro do time. Com o Frank impossibilitado de viajar, e com a Claire grávida, sobrou só o Paddy Lowe. Mas aí tem um problema. Frank sempre foi um ditador, centralizando nele todas as decisões e Claire segue pelo mesmo caminho. Aposto que a palavra final é dela e que Paddy não tem poder de decisão na equipe.

E a Claire gosta muito do dinheiro. Ano passado trocou o Massa pelos $$$ do Stroll e quando a Mercedes veio em cima do Bottas, ela não teve a mínima preocupação em jogar fora todo planejamento feito para 2017. Arrastou a negociação até quase o começo da pré temporada, só pensando em arrancar o máximo de dinheiro da Mercedes. Preocupou-se mais em ganhar dinheiro, do que no desempenho e planejamento do time para 2017.

Mentalidade de time pequeno de futebol. Eles querem ganhar dinheiro com a venda do craque e não em reforçar o time para o ano vem.

Agora me respondam porque esse segredo em revelar que serão os pilotos para 2018?

Problema de piloto teve a Mercedes no final do ano. Eles tinham o melhor carro, mas com a saída do Nico ficaram sem piloto. Aí teve aquela novela toda para arrumar um.

Mas no caso da Williams o problema é o carro.

Como é que vc pode começar a fazer planos para o ano que vem se vc é a única equipe que não definiu seus pilotos?

Por que fazer o Massa passar por isso?

Quando começou aquela pressão em cima do Kimi sobre 2018, a Ferrari tratou logo de anunciar a renovação do contrato. O próprio Arrivabene comentou: "Kimi é o homem de gelo, mas ele é humano e esse boatos estavam atrapalhando, então renovaram para o time ter tranquilidade".

Não há necessidade de fazer o Felipe passar por isso e nem o Stroll, que é obrigado a ficar respondendo quem será o seu companheiro para 2018.

Dizem que não tem pressa de revelar que serão os pilotos. Que planejamento é esse? Vão repetir esse ano e anunciar só em 31 de janeiro?

Todos os times, exceto a Sauber e Williams já definiram seus pilotos. Muito profissional.

A Williams corre o risco de ficar menor no próximo ano.




terça-feira, 17 de outubro de 2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

LAVANDO A ROUPA SUJA



Um pouco estranho?

Não, muito estranho!

Jenson Button faz revelações sobre o seu relacionamento com Lewis Hamilton. Estranho? 

Nunca pensei que ia ouvir isso de um inglês. Merece crédito.

Na pré-temporada de 2017, 

Lewis: "Jenson Button foi meu melhor companheiro". 

Uau,  vocês acreditaram nisso?

Button também disse que se esforçou para se relacionar com Hamilton fora da pista, chamando o britânico de "um pouco estranho".

"No meio da primeira temporada, eu estava à frente de Lewis nos pontos", escreveu Button.

"Ele gostou de ser espancado pelo seu companheiro de equipe? Provavelmente não.

"Essa coisa sobre o time ser dele. Ele estava tendo dificuldade em lidar com o fato de que agora era "nossa" equipe.

"Pessoalmente, estava tudo bem entre eu e ele, mas parecia que ele estava um pouco irritado. E as coisas pioraram na Turquia, quando quase tivemos uma colisão ".

Naquela corrida, o líder Hamilton ficou bravo com o fato de Button ter superado ele em um momento em que ele achava que eles estavam "mantendo" posições. E ao invés de verificar as coisas com a equipe, Hamilton acusou Button".

"No pódio havia o que a mídia chama de" linguagem corporal "fria e uma celebração silenciosa", acrescentou Button.

" Na verdade, ele veio e me perguntou sobre isso:" Você me passou contra ordens de equipe? "

"Ele foi o vencedor... Jesus Cristo! ".

"Não", eu disse a ele: "Eu não o passei contra as ordens. Nunca fui informado para não te passar. "

No Grande Prêmio da Bélgica de 2012, Hamilton revelou dados secretos de telemetria à imprensa para justificar a derrota. Isso irritou Button.

"Foi um pouco estranho, desnecessário e uma prova de que tudo não estava bem atrás dos sorrisos".

Button também revelou aquilo que todo mundo já sabia: Lewis é um piloto limitado. Só é bom para fazer uma volta rápida nos treinos. Segundo Button, Fernando Alonso foi o adversário mais difícil de  bater. Considera o espanhol um piloto completo.


P.S. Coitado do Bottas, lembram quando após o GP da Hungria ele disse que Lewis era um companheiro de time honesto, leal, justo, verdadeiro... 







AMIGO DA ONÇA




'Nós nunca fomos realmente amigos'

Jenson Button falando de Lewis







MICKEY MOUSE



"Fórmula 1 é agora um show de Mickey Mouse, nada mais. O esporte se tornou secundário "

Willi Weber, empresário Michael







domingo, 15 de outubro de 2017

PRÍNCIPE BIRA



O príncipe tailandês Birabongse Bhanuban, nascido em 1914 e educado em Eton e em Cambridge, mais conhecido pelo pseudônimo de Bira, começou a correr em 1939 em Brooklands, disputando várias provas com um Riley e um MG Magnette.

No mesmo ano, adquiriu um ERA R2B, com o qual chegou em segundo lugar em Dieppe (França) e no Grande Prêmio de Berna (Suiça).

Nos anos seguintes, príncipe Bira distinguiu-se com bons resultados, pilotando alternadamente um ERA, uma Maserati 2.900 e um BMW 328 esporte. Durante três anos consecutivos (de 1936 a 1938) o piloto asiático foi o primeiro colocado no Gold Star.

Depois da I Guerra Mundial, Bira retornou às corridas, conquistando em 1946 o Troféu de Ulster, seguindo-se a vitória no Grande Prêmio de Berna, com uma Simca-Gordini, e o segundo lugar na Copa de Lião, com um Martin-BMW de 2.000 cc, em 1947.

Com uma Maserati da Escuderia Platé, venceu em 1949 o Grande Prêmio de Verão da Suécia; classificou-se em segundo lugar nos Grande Prêmios de Mar del Plata, Albi, Roussillion, Perpignan e França, e ficou na terceira colocação no Grande Prêmio da Europa, em Monza.

Em 1951, Bira adquiriu uma Maserati com motor OSCA de 4.500 cc de doze cilindros em V.

Com esse carro, venceu em Goodwood. 

Interrompeu as atividades automobilísticas por dois anos, retornando em 1954 com uma Maserati 250F, com a qual se colocou em segundo lugar em Rouen e em Pescara.

Seu último sucesso foi conseguido no Grande Prêmio de Ardmore (Nova Zelândia) em 1955. 

Depois disso, o príncipe Birabongse retirou-se das atividades automobilísticas. Em 1970, retornou ao país de origem, passando a disputar competições aeronáuticas.

Faleceu em Londres aos 71 anos em 1985.






sábado, 14 de outubro de 2017